Voltei... Estava de férias. Fui fazer um retiro espiritual total... Tirei férias, começo de ano, fiz aniversário. Fiquei pensando na minha vida. Pensando, repensando, filosofando, lendo e relendo... li de tudo de revistas de fofocas, livros de karatê, Martha Medeiros, "O segredo", Leonardo Boff, Manuel Bandeira... Tentei encontrar em Manuel Bandeira, ler nas entrelinhas, se achava o caminho de Pasárgada... foi em vão... Mas, porém, contudo, todavia, pensei novamente, e, através de todas as leituras que li, fiz uma miscelânea de idéias e não cheguei a lugar algum.
Um minuto de silêncio... Mais um minuto... Férias para escutar o silêncio... Férias para encontrar o silêncio. Preciso disto. De repente uma voz... É o Anitelli. Ele diz: "Tem hora que a gente se pergunta, por que é que não se junta tudo numa coisa só?" Por que desta voz? Porque continuo na busca de respostas para minhas perguntas que tanto me incomodam. Por que elas me incomodam? Não sei... mas, não me importo se elas me incomodam, pois isto significa que ainda estou viva, não estou acomodada... Não gosto de me acomodar. Gosto de me movimentar. E, voltei de férias com a seguinte frase: "viva a tua maneira, não perca a estribeira, saiba do teu valor e amanheça brilhando mais forte ". (O Teatro Mágico). Fiquei com esta frase na cabeça, porque muitas vezes sei que não sou compreendida, mas, qual o problema? Não há problema algum nisso porque - "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector.
Para fechar com chave de ouro, minhas férias, Vander Lee cantou para mim:
Meu Jardim - Vander Lee
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim.
Agora me dá licença que preciso cuidar do meu jardim... E para você, que está lendo isto agora, não se preocupe se não entendeu nada, pense na frase de Clarice Lispector... Vamos cuidar dos nossos jardins, pois se cada um cuidar do seu jardim, vamos nos sentir melhor e não precisaremos mais procurar o caminho de Pasárgada.
20/02/2008
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Um comentário:
Essa é minha, rimã! Que voltou do retiro espiritual ainda mais forte e mais bela... leu Martha Medeiros, escutou Anitelli... que férias boas, hein, rimã? Cuide bem do seu jardim, pq lá na frente você sabe as flores que vai colher. Cuide mesmo, com todo carinho. E, como diria Anitelli: Brilha onde estiver!
Bem vinda, novamente!
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