26/12/2007

Teatro Mágico

O show do Teatro Mágico realizado em Bh, no dia 14/12, foi muito especial! Superou minhas expectativas... Minha Rimã me apresentou a eles e fiquei encantada!!!

"Os opostos se distraem, os dipostos se atraem". O Teatro Mágico. http://www.oteatromagico.mus.br/index2.php

08/12/2007

Vou-me embora para Pasárgada - Por Paula Carolina

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho o homem que eu queroNa cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Camila minha irmã
Carol a minha cumadre sem noção
Alvinho... alguém tem uma opinião???
O Tio mudo...Vem a ser contraparente
Da vida que nunca tive


E como farei ginásticaRpm, body attack, body pump, power jump, body balance, body jam, body combat
Dançarei muito funk,
Sem ninguém recriminar,
Calpso, Lupscínio Rodrigues tb,
Subirei na praça do papa,
Cantarei para BH inteira ouvir,
Tomarei banhos de lua!
E quando estiver cansada
Deito no chão da Serra do Curral
Mando chamar a Iemanjá
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menina
Minha vó vinha me contar


Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem suco de uva e funk à vontade
Porque bebida não nos agrada
O que nos dá energia e elixir pra viver
É o nosso próprio descontrole interno
Que vive em nossas mentes insanas que nem
Freud explica
E que ninguém consegue compreender
Mas, um dia acharemos quem nos entenda
Nem que Freud tenha que ressurgir das tumbas
Tem tios bonitos
Para a gente namorar
Com pegada de urso

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amiga do rei
Terei o homem que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "Paula Carolina a Vida Inteira", Editora Descontrole – Belo Horizonte, 1986, pág. 90Paula Carolina: sua vida e sua obra estão em por aí, nas ruas de BH!

Eu... Florbela Espanca.

Eu ...
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Quem sabe? Florbela Espanca

Queria tanto saber porque sou eu!
Quem me enjeitou neste caminho escuro?
Queria tanto saber porque seguro.
Nas minhas mãos o bem que não é meu!
Quem me dirá se, lá no alto, o céu.
Também é para o mau, para o perjuro?
Para onde vai a alma, que morreu?
Queria encontrar Deus!
Tanto o procuro!
A estrada de Damasco, o meu caminho,O meu bordão de estrelas de ceguinho, água da fonte de que estou sedenta!
Quem sabe se este anseio de eternidade, a tropeçar na sombra, é a verdade, é já a mão de Deus que me acalenta?